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LEVANTAMENTO

24/7/2008 01:04:00

Transplantes de menos

Cerca de 60% das mortes cerebrais não são notificadas pelos hospitais e famílias dos possíveis doadores sequer são consultadas para autorizar retirada de órgãos

Rio - A recusa da família de pacientes com morte cerebral em doar órgãos não é o maior problema na realização de transplantes no País. Cerca de 60% dos casos de morte encefálica no Brasil sequer são notificados às Centrais Estaduais de Transplantes, segundo levantamento da Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos (Adote). O trabalho aponta que, em 2005, por exemplo, cerca de 11 mil pessoas tiveram morte cerebral no País, mas apenas 4.714 casos foram notificados.

"Segundo estudos internacionais, a prevalência de circunstâncias que levam à morte encefálica é da ordem de 50 a 60 por milhão de habitantes. Mas no Brasil a notificação é muito falha. E, por isso, o desperdício é de cerca de 60%. Ou seja, mais da metade dos possíveis doadores não são sequer avaliados, suas famílias nem chegam a ser consultadas", afirma o autor do estudo, Francisco Neto de Assis, presidente nacional da Adote.

De acordo com a legislação, todo hospital com mais de 80 leitos é obrigado a ter uma Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos, que deve notificar a ocorrência de mortes encefálicas às respectivas Centrais Estaduais de Transplantes. Mas, segundo Francisco, nem sempre essas comissões funcionam na prática.

"Muitas não têm qualquer incentivo, nem espaço físico para a abordagem da família do possível doador. Os profissionais deveriam ter dedicação, carga horária destinada à essa finalidade", diz Francisco.

O Ministério da Saúde admite a baixa captação: diz que o Brasil tem notificado média de 25 mortes encefálicas por milhão de habitantes por ano. "Importante lembrar que entre os 40% dos casos notificados, muitos não serão doadores por negativa das famílias e também por contra-indicações médicas", diz Francisco.

FILA DE ESPERA POR CÓRNEA PODERIA SER ZERADA EM 12 MESES

O desperdício de córneas é ainda maior, aponta o levantamento realizado com dados dos últimos dez anos. Cerca de 25 mil pessoas esperam por um transplante de córnea no País: essa fila poderia ser zerada nos próximos 12 meses se cada uma das 528 comissões intra-hospitalares de transplantes captasse pelo menos 26 doadores em um ano, afirma o levantamento da Adote.

"Diferentemente dos órgão sólidos, como coração, fígado e rins, em que é necessário o diagnóstico de morte encefálico, as córneas podem ser captadas em pessoas que tiveram parada cardiorrespiratória. Desde que elas sejam captadas nas primeiras 4 horas após a morte", ressalta Francisco, acrescentando que o País tem 29 bancos de olhos e 393 equipes transplantadoras autorizadas pelo ministério.

No Rio, a situação é ainda mais grave. O único banco de olhos do estado continua fechado devido a problemas burocráticos. O estado afirma que abrirá outra unidade, mas não há previsão.

.

"Segundo estudos internacionais, a prevalência de circunstâncias que levam à morte encefálica é da ordem de 50 a 60 por milhão de habitantes. Mas no Brasil a notificação é muito falha. E, por isso, o desperdício é de cerca de 60%. Ou seja, mais da metade dos possíveis doadores não são sequer avaliados, suas famílias nem chegam a ser consultadas", afirma o autor do estudo, Francisco Neto de Assis, presidente nacional da Adote.

De acordo com a legislação, todo hospital com mais de 80 leitos é obrigado a ter uma Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos, que deve notificar a ocorrência de mortes encefálicas às respectivas Centrais Estaduais de Transplantes. Mas, segundo Francisco, nem sempre essas comissões funcionam na prática.

"Muitas não têm qualquer incentivo, nem espaço físico para a abordagem da família do possível doador. Os profissionais deveriam ter dedicação, carga horária destinada à essa finalidade", diz Francisco.

O Ministério da Saúde admite a baixa captação: diz que o Brasil tem notificado média de 25 mortes encefálicas por milhão de habitantes por ano. "Importante lembrar que entre os 40% dos casos notificados, muitos não serão doadores por negativa das famílias e também por contra-indicações médicas", diz Francisco.

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O desperdício de córneas é ainda maior, aponta o levantamento realizado com dados dos últimos dez anos. Cerca de 25 mil pessoas esperam por um transplante de córnea no País: essa fila poderia ser zerada nos próximos 12 meses se cada uma das 528 comissões intra-hospitalares de transplantes captasse pelo menos 26 doadores em um ano, afirma o levantamento da Adote.

"Diferentemente dos órgão sólidos, como coração, fígado e rins, em que é necessário o diagnóstico de morte encefálico, as córneas podem ser captadas em pessoas que tiveram parada cardiorrespiratória. Desde que elas sejam captadas nas primeiras 4 horas após a morte", ressalta Francisco, acrescentando que o País tem 29 bancos de olhos e 393 equipes transplantadoras autorizadas pelo ministério.

No Rio, a situação é ainda mais grave. O único banco de olhos do estado continua fechado devido a problemas burocráticos. O estado afirma que abrirá outra unidade, mas não há previsão.

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"Segundo estudos internacionais, a prevalência de circunstâncias que levam à morte encefálica é da ordem de 50 a 60 por milhão de habitantes. Mas no Brasil a notificação é muito falha. E, por isso, o desperdício é de cerca de 60%. Ou seja, mais da metade dos possíveis doadores não são sequer avaliados, suas famílias nem chegam a ser consultadas", afirma o autor do estudo, Francisco Neto de Assis, presidente nacional da Adote.

De acordo com a legislação, todo hospital com mais de 80 leitos é obrigado a ter uma Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos, que deve notificar a ocorrência de mortes encefálicas às respectivas Centrais Estaduais de Transplantes. Mas, segundo Francisco, nem sempre essas comissões funcionam na prática.

"Muitas não têm qualquer incentivo, nem espaço físico para a abordagem da família do possível doador. Os profissionais deveriam ter dedicação, carga horária destinada à essa finalidade", diz Francisco.

O Ministério da Saúde admite a baixa captação: diz que o Brasil tem notificado média de 25 mortes encefálicas por milhão de habitantes por ano. "Importante lembrar que entre os 40% dos casos notificados, muitos não serão doadores por negativa das famílias e também por contra-indicações médicas", diz Francisco.

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O desperdício de córneas é ainda maior, aponta o levantamento realizado com dados dos últimos dez anos. Cerca de 25 mil pessoas esperam por um transplante de córnea no País: essa fila poderia ser zerada nos próximos 12 meses se cada uma das 528 comissões intra-hospitalares de transplantes captasse pelo menos 26 doadores em um ano, afirma o levantamento da Adote.

"Diferentemente dos órgão sólidos, como coração, fígado e rins, em que é necessário o diagnóstico de morte encefálico, as córneas podem ser captadas em pessoas que tiveram parada cardiorrespiratória. Desde que elas sejam captadas nas primeiras 4 horas após a morte", ressalta Francisco, acrescentando que o País tem 29 bancos de olhos e 393 equipes transplantadoras autorizadas pelo ministério.

No Rio, a situação é ainda mais grave. O único banco de olhos do estado continua fechado devido a problemas burocráticos. O estado afirma que abrirá outra unidade, mas não há previsão.

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Rio - A recusa da família de pacientes com morte cerebral em doar órgãos não é o maior problema na realização de transplantes no País. Cerca de 60% dos casos de morte encefálica no Brasil sequer são notificados às Centrais Estaduais de Transplantes, segundo levantamento da Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos (Adote). O trabalho aponta que, em 2005, por exemplo, cerca de 11 mil pessoas tiveram morte cerebral no País, mas apenas 4.714 casos foram notificados.

"Segundo estudos internacionais, a prevalência de circunstâncias que levam à morte encefálica é da ordem de 50 a 60 por milhão de habitantes. Mas no Brasil a notificação é muito falha. E, por isso, o desperdício é de cerca de 60%. Ou seja, mais da metade dos possíveis doadores não são sequer avaliados, suas famílias nem chegam a ser consultadas", afirma o autor do estudo, Francisco Neto de Assis, presidente nacional da Adote.

De acordo com a legislação, todo hospital com mais de 80 leitos é obrigado a ter uma Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos, que deve notificar a ocorrência de mortes encefálicas às respectivas Centrais Estaduais de Transplantes. Mas, segundo Francisco, nem sempre essas comissões funcionam na prática.

"Muitas não têm qualquer incentivo, nem espaço físico para a abordagem da família do possível doador. Os profissionais deveriam ter dedicação, carga horária destinada à essa finalidade", diz Francisco.

O Ministério da Saúde admite a baixa captação: diz que o Brasil tem notificado média de 25 mortes encefálicas por milhão de habitantes por ano. "Importante lembrar que entre os 40% dos casos notificados, muitos não serão doadores por negativa das famílias e também por contra-indicações médicas", diz Francisco.

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O desperdício de córneas é ainda maior, aponta o levantamento realizado com dados dos últimos dez anos. Cerca de 25 mil pessoas esperam por um transplante de córnea no País: essa fila poderia ser zerada nos próximos 12 meses se cada uma das 528 comissões intra-hospitalares de transplantes captasse pelo menos 26 doadores em um ano, afirma o levantamento da Adote.

"Diferentemente dos órgão sólidos, como coração, fígado e rins, em que é necessário o diagnóstico de morte encefálico, as córneas podem ser captadas em pessoas que tiveram parada cardiorrespiratória. Desde que elas sejam captadas nas primeiras 4 horas após a morte", ressalta Francisco, acrescentando que o País tem 29 bancos de olhos e 393 equipes transplantadoras autorizadas pelo ministério.

No Rio, a situação é ainda mais grave. O único banco de olhos do estado continua fechado devido a problemas burocráticos. O estado afirma que abrirá outra unidade, mas não há previsão.

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"Segundo estudos internacionais, a prevalência de circunstâncias que levam à morte encefálica é da ordem de 50 a 60 por milhão de habitantes. Mas no Brasil a notificação é muito falha. E, por isso, o desperdício é de cerca de 60%. Ou seja, mais da metade dos possíveis doadores não são sequer avaliados, suas famílias nem chegam a ser consultadas", afirma o autor do estudo, Francisco Neto de Assis, presidente nacional da Adote.

De acordo com a legislação, todo hospital com mais de 80 leitos é obrigado a ter uma Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos, que deve notificar a ocorrência de mortes encefálicas às respectivas Centrais Estaduais de Transplantes. Mas, segundo Francisco, nem sempre essas comissões funcionam na prática.

"Muitas não têm qualquer incentivo, nem espaço físico para a abordagem da família do possível doador. Os profissionais deveriam ter dedicação, carga horária destinada à essa finalidade", diz Francisco.

O Ministério da Saúde admite a baixa captação: diz que o Brasil tem notificado média de 25 mortes encefálicas por milhão de habitantes por ano. "Importante lembrar que entre os 40% dos casos notificados, muitos não serão doadores por negativa das famílias e também por contra-indicações médicas", diz Francisco.

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O desperdício de córneas é ainda maior, aponta o levantamento realizado com dados dos últimos dez anos. Cerca de 25 mil pessoas esperam por um transplante de córnea no País: essa fila poderia ser zerada nos próximos 12 meses se cada uma das 528 comissões intra-hospitalares de transplantes captasse pelo menos 26 doadores em um ano, afirma o levantamento da Adote.

"Diferentemente dos órgão sólidos, como coração, fígado e rins, em que é necessário o diagnóstico de morte encefálico, as córneas podem ser captadas em pessoas que tiveram parada cardiorrespiratória. Desde que elas sejam captadas nas primeiras 4 horas após a morte", ressalta Francisco, acrescentando que o País tem 29 bancos de olhos e 393 equipes transplantadoras autorizadas pelo ministério.

No Rio, a situação é ainda mais grave. O único banco de olhos do estado continua fechado devido a problemas burocráticos. O estado afirma que abrirá outra unidade, mas não há previsão.

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"Segundo estudos internacionais, a prevalência de circunstâncias que levam à morte encefálica é da ordem de 50 a 60 por milhão de habitantes. Mas no Brasil a notificação é muito falha. E, por isso, o desperdício é de cerca de 60%. Ou seja, mais da metade dos possíveis doadores não são sequer avaliados, suas famílias nem chegam a ser consultadas", afirma o autor do estudo, Francisco Neto de Assis, presidente nacional da Adote.

De acordo com a legislação, todo hospital com mais de 80 leitos é obrigado a ter uma Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos, que deve notificar a ocorrência de mortes encefálicas às respectivas Centrais Estaduais de Transplantes. Mas, segundo Francisco, nem sempre essas comissões funcionam na prática.

"Muitas não têm qualquer incentivo, nem espaço físico para a abordagem da família do possível doador. Os profissionais deveriam ter dedicação, carga horária destinada à essa finalidade", diz Francisco.

O Ministério da Saúde admite a baixa captação: diz que o Brasil tem notificado média de 25 mortes encefálicas por milhão de habitantes por ano. "Importante lembrar que entre os 40% dos casos notificados, muitos não serão doadores por negativa das famílias e também por contra-indicações médicas", diz Francisco.

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O desperdício de córneas é ainda maior, aponta o levantamento realizado com dados dos últimos dez anos. Cerca de 25 mil pessoas esperam por um transplante de córnea no País: essa fila poderia ser zerada nos próximos 12 meses se cada uma das 528 comissões intra-hospitalares de transplantes captasse pelo menos 26 doadores em um ano, afirma o levantamento da Adote.

"Diferentemente dos órgão sólidos, como coração, fígado e rins, em que é necessário o diagnóstico de morte encefálico, as córneas podem ser captadas em pessoas que tiveram parada cardiorrespiratória. Desde que elas sejam captadas nas primeiras 4 horas após a morte", ressalta Francisco, acrescentando que o País tem 29 bancos de olhos e 393 equipes transplantadoras autorizadas pelo ministério.

No Rio, a situação é ainda mais grave. O único banco de olhos do estado continua fechado devido a problemas burocráticos. O estado afirma que abrirá outra unidade, mas não há previsão.

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Rio - A recusa da família de pacientes com morte cerebral em doar órgãos não é o maior problema na realização de transplantes no País. Cerca de 60% dos casos de morte encefálica no Brasil sequer são notificados às Centrais Estaduais de Transplantes, segundo levantamento da Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos (Adote). O trabalho aponta que, em 2005, por exemplo, cerca de 11 mil pessoas tiveram morte cerebral no País, mas apenas 4.714 casos foram notificados.

"Segundo estudos internacionais, a prevalência de circunstâncias que levam à morte encefálica é da ordem de 50 a 60 por milhão de habitantes. Mas no Brasil a notificação é muito falha. E, por isso, o desperdício é de cerca de 60%. Ou seja, mais da metade dos possíveis doadores não são sequer avaliados, suas famílias nem chegam a ser consultadas", afirma o autor do estudo, Francisco Neto de Assis, presidente nacional da Adote.

De acordo com a legislação, todo hospital com mais de 80 leitos é obrigado a ter uma Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos, que deve notificar a ocorrência de mortes encefálicas às respectivas Centrais Estaduais de Transplantes. Mas, segundo Francisco, nem sempre essas comissões funcionam na prática.

"Muitas não têm qualquer incentivo, nem espaço físico para a abordagem da família do possível doador. Os profissionais deveriam ter dedicação, carga horária destinada à essa finalidade", diz Francisco.

O Ministério da Saúde admite a baixa captação: diz que o Brasil tem notificado média de 25 mortes encefálicas por milhão de habitantes por ano. "Importante lembrar que entre os 40% dos casos notificados, muitos não serão doadores por negativa das famílias e também por contra-indicações médicas", diz Francisco.

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O desperdício de córneas é ainda maior, aponta o levantamento realizado com dados dos últimos dez anos. Cerca de 25 mil pessoas esperam por um transplante de córnea no País: essa fila poderia ser zerada nos próximos 12 meses se cada uma das 528 comissões intra-hospitalares de transplantes captasse pelo menos 26 doadores em um ano, afirma o levantamento da Adote.

"Diferentemente dos órgão sólidos, como coração, fígado e rins, em que é necessário o diagnóstico de morte encefálico, as córneas podem ser captadas em pessoas que tiveram parada cardiorrespiratória. Desde que elas sejam captadas nas primeiras 4 horas após a morte", ressalta Francisco, acrescentando que o País tem 29 bancos de olhos e 393 equipes transplantadoras autorizadas pelo ministério.

No Rio, a situação é ainda mais grave. O único banco de olhos do estado continua fechado devido a problemas burocráticos. O estado afirma que abrirá outra unidade, mas não há previsão.

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"Segundo estudos internacionais, a prevalência de circunstâncias que levam à morte encefálica é da ordem de 50 a 60 por milhão de habitantes. Mas no Brasil a notificação é muito falha. E, por isso, o desperdício é de cerca de 60%. Ou seja, mais da metade dos possíveis doadores não são sequer avaliados, suas famílias nem chegam a ser consultadas", afirma o autor do estudo, Francisco Neto de Assis, presidente nacional da Adote.

De acordo com a legislação, todo hospital com mais de 80 leitos é obrigado a ter uma Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos, que deve notificar a ocorrência de mortes encefálicas às respectivas Centrais Estaduais de Transplantes. Mas, segundo Francisco, nem sempre essas comissões funcionam na prática.

"Muitas não têm qualquer incentivo, nem espaço físico para a abordagem da família do possível doador. Os profissionais deveriam ter dedicação, carga horária destinada à essa finalidade", diz Francisco.

O Ministério da Saúde admite a baixa captação: diz que o Brasil tem notificado média de 25 mortes encefálicas por milhão de habitantes por ano. "Importante lembrar que entre os 40% dos casos notificados, muitos não serão doadores por negativa das famílias e também por contra-indicações médicas", diz Francisco.

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O desperdício de córneas é ainda maior, aponta o levantamento realizado com dados dos últimos dez anos. Cerca de 25 mil pessoas esperam por um transplante de córnea no País: essa fila poderia ser zerada nos próximos 12 meses se cada uma das 528 comissões intra-hospitalares de transplantes captasse pelo menos 26 doadores em um ano, afirma o levantamento da Adote.

"Diferentemente dos órgão sólidos, como coração, fígado e rins, em que é necessário o diagnóstico de morte encefálico, as córneas podem ser captadas em pessoas que tiveram parada cardiorrespiratória. Desde que elas sejam captadas nas primeiras 4 horas após a morte", ressalta Francisco, acrescentando que o País tem 29 bancos de olhos e 393 equipes transplantadoras autorizadas pelo ministério.

No Rio, a situação é ainda mais grave. O único banco de olhos do estado continua fechado devido a problemas burocráticos. O estado afirma que abrirá outra unidade, mas não há previsão.

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"Segundo estudos internacionais, a prevalência de circunstâncias que levam à morte encefálica é da ordem de 50 a 60 por milhão de habitantes. Mas no Brasil a notificação é muito falha. E, por isso, o desperdício é de cerca de 60%. Ou seja, mais da metade dos possíveis doadores não são sequer avaliados, suas famílias nem chegam a ser consultadas", afirma o autor do estudo, Francisco Neto de Assis, presidente nacional da Adote.

De acordo com a legislação, todo hospital com mais de 80 leitos é obrigado a ter uma Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos, que deve notificar a ocorrência de mortes encefálicas às respectivas Centrais Estaduais de Transplantes. Mas, segundo Francisco, nem sempre essas comissões funcionam na prática.

"Muitas não têm qualquer incentivo, nem espaço físico para a abordagem da família do possível doador. Os profissionais deveriam ter dedicação, carga horária destinada à essa finalidade", diz Francisco.

O Ministério da Saúde admite a baixa captação: diz que o Brasil tem notificado média de 25 mortes encefálicas por milhão de habitantes por ano. "Importante lembrar que entre os 40% dos casos notificados, muitos não serão doadores por negativa das famílias e também por contra-indicações médicas", diz Francisco.

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"Diferentemente dos órgão sólidos, como coração, fígado e rins, em que é necessário o diagnóstico de morte encefálico, as córneas podem ser captadas em pessoas que tiveram parada cardiorrespiratória. Desde que elas sejam captadas nas primeiras 4 horas após a morte", ressalta Francisco, acrescentando que o País tem 29 bancos de olhos e 393 equipes transplantadoras autorizadas pelo ministério.

No Rio, a situação é ainda mais grave. O único banco de olhos do estado continua fechado devido a problemas burocráticos. O estado afirma que abrirá outra unidade, mas não há previsão.

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Rio - A recusa da família de pacientes com morte cerebral em doar órgãos não é o maior problema na realização de transplantes no País. Cerca de 60% dos casos de morte encefálica no Brasil sequer são notificados às Centrais Estaduais de Transplantes, segundo levantamento da Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos (Adote). O trabalho aponta que, em 2005, por exemplo, cerca de 11 mil pessoas tiveram morte cerebral no País, mas apenas 4.714 casos foram notificados.

"Segundo estudos internacionais, a prevalência de circunstâncias que levam à morte encefálica é da ordem de 50 a 60 por milhão de habitantes. Mas no Brasil a notificação é muito falha. E, por isso, o desperdício é de cerca de 60%. Ou seja, mais da metade dos possíveis doadores não são sequer avaliados, suas famílias nem chegam a ser consultadas", afirma o autor do estudo, Francisco Neto de Assis, presidente nacional da Adote.

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"Muitas não têm qualquer incentivo, nem espaço físico para a abordagem da família do possível doador. Os profissionais deveriam ter dedicação, carga horária destinada à essa finalidade", diz Francisco.

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